Imunoterápicos: nova arma contra cânceres ginecológicos
05/02/2018

Imunoterápicos: nova arma contra cânceres ginecológicos

O uso dos imunoterápicos em casos de cânceres ginecológicos, como o câncer de colo do útero, vem sendo comemorado pelos oncologistas. A utilização desses medicamentos cumpre um importante papel durante a luta contra o câncer, uma vez que, geralmente, os tumores são descobertos em estágio avançado e, por isso, representam um desafio médico e justificam […]

O uso dos imunoterápicos em casos de cânceres ginecológicos, como o câncer de colo do útero, vem sendo comemorado pelos oncologistas. A utilização desses medicamentos cumpre um importante papel durante a luta contra o câncer, uma vez que, geralmente, os tumores são descobertos em estágio avançado e, por isso, representam um desafio médico e justificam a busca por novas formas de tratamento.

A indicação dessa classe de medicações para o tratamento do câncer foi considerada o maior avanço contra a doença em 2016, segundo a Sociedade Americana de Oncologia.

Qual é o diferencial da imunoterapia?

A imunoterapia segue o caminho inverso dos tratamentos mais convencionais de câncer, como a quimioterapia e a radioterapia. Enquanto as técnicas convencionais buscam agredir o tumor, evitar sua proliferação e destruí-lo, a imunoterapia tem como foco fortalecer o sistema imunológico do paciente e melhorar sua resposta no combate às células cancerosas.

Como funciona?

O método terapêutico consiste na administração, por via oral ou injetável, de medicamentos que dão mais ferramentas para que o sistema combata os tumores. Existem vários tipos de imunoterápicos, mas são dois grandes atores no cenário atual: a Interleucina-2 em dose alta e a mais nova grande classe de imunoterápicos, os inibidores de “checkpoints”.

A primeira funciona de forma mais tradicional, reforçando a defesa do corpo com mais “soldados” para um ataca mais eficiente às células cancerosas. Já a última é representada por drogas que inibem os pontos do sistema imune desenhados para esfriá-lo, chamados de “checkpoints”, uma vez que o tumor usa dessa limitação para escapar do sistema imune  

Terapias aprovadas no Brasil

Embora a escala de utilização desses medicamentos seja maior em no exterior e estudos apontem para um número ainda maior de tipos de cânceres que podem ser combatidos por eles, no Brasil a utilização ainda é limitada, geralmente a tipos específicos. Veja, abaixo, a pequena lista das doenças que contam com tratamento imunoterápico já aprovado no Brasil:

  • Câncer de pulmão (Não pequenas células)
  • Câncer de pele (Melanoma)
  • Câncer de rim (Células claras)

Referências