Ressonância magnética e seu papel na detecção do câncer
29/01/2018

Ressonância magnética e seu papel na detecção do câncer

A ressonância magnética é um dos melhores recursos disponíveis, hoje, na Medicina para analisar, com riqueza de detalhes, a anatomia do corpo humano. O exame consegue identificar com precisão tumores, doenças degenerativas, coágulos e traumas. Imagens em alta definição de ossos, órgãos e tecidos do corpo humano são formadas por um campo magnético, sendo de […]

A ressonância magnética é um dos melhores recursos disponíveis, hoje, na Medicina para analisar, com riqueza de detalhes, a anatomia do corpo humano. O exame consegue identificar com precisão tumores, doenças degenerativas, coágulos e traumas. Imagens em alta definição de ossos, órgãos e tecidos do corpo humano são formadas por um campo magnético, sendo de grande importância para guiar cirurgiões em procedimentos invasivos.

Ressonância magnética vs. tomografia computadorizada

Os dois exames apresentam os diagnósticos gerando imagens, mas há diferenças importantes entre as técnicas. A mais básica é a de tempo: a tomografia tem duração de até, no máximo, 15 minutos. A ressonância demora mais tempo – de 15 a 45 minutos, aproximadamente. Já o uso de radiação é exclusividade da tomografia.

A escolha de qual método diagnóstico utilizar fica por conta do médico. Em alguns casos, é possível que seja pedida a realização de ambos.

Ressonância magnética e o câncer

Falando especificamente da sua utilização em casos de suspeita de câncer, a ressonância magnética pode ser uma grande aliada no combate à doença. Ela é capaz de diagnosticar alguns tipos de câncer e diferenciar tumores entre benigno e maligno. Nos cânceres cerebrais, por exemplo, o exame mostra-se extremamente eficaz quando realizado junto com a administração de um contraste.

Alguns equipamentos de ressonância magnética possuem bobinas específicas para análise das mamas. Ela não é utilizada separadamente, mas, quando aliada à mamografia, é uma ótima ferramenta de detecção de câncer de mama em mulheres com alto risco de desenvolver a doença.

Seu papel durante o acompanhamento do paciente também é importante, podendo constatar com mais precisão coisas como o tamanho do tumor e a existência de outros tumores na mama. Além disso, dá ao médico a possibilidade de a utilizar para checar se houve disseminação do câncer.

Como funciona o exame?

Para que você entenda melhor, destrinchamos o procedimento em algumas partes:

  • O paciente é deitado em uma maca, que desliza para dentro do tubo;
  • Se necessário, o médico pede para o paciente ingerir um meio de contraste (ou administra-o por via intravenosa);
  • Ao entrar em funcionamento, a máquina registra as imagens;
  • Em alguns momentos, o técnico pede que o paciente prenda a respiração durante um curto período de tempo.

Pré-exame

Como é comum a outros exames, o paciente precisa estar em jejum de seis horas. Na hora da ressonância, objetos metálicos devem ser deixados do lado de fora. Não são permitidos acessórios como brincos, pulseira e relógio.

Efeitos colaterais

De forma geral, o exame é seguro e indolor, sem muitas complicações, mas algumas situações específicas podem causar pequenos efeitos. Há pacientes que podem apresentar reações alérgicas ao contraste, sentindo coceiras, ardências, náuseas ou dor no local da aplicação. O contraste também gera uma leve sensação de calor no corpo, que costuma desaparecer em um ou dois minutos. Em casos mais raros, algumas tintas utilizadas em tatuagens podem conter ferro e serem aquecidas durante o exame.

É importante informar ao técnico o uso de dispositivos médicos que possam interferir no exame, como marca-passo e implantes metálicos.

Referências