Mitos e verdades sobre câncer de colo de útero e HPV
26/02/2018

Mitos e verdades sobre câncer de colo de útero e HPV

O HPV é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Quando afeta os órgãos genitais é uma infecção transmitida sexualmente (DST). Alguns tipos de HPV podem provocar verrugas genitais ou alterações benignas no colo do útero, que são causadas pela persistência do […]

O HPV é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Quando afeta os órgãos genitais é uma infecção transmitida sexualmente (DST). Alguns tipos de HPV podem provocar verrugas genitais ou alterações benignas no colo do útero, que são causadas pela persistência do vírus e ocorrem em 10% a 20% das mulheres infectadas. Se as células anormais não forem tratadas, podem levar ao aparecimento de lesões pré-cancerígenas ou a um câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer de colo do útero demora vários anos, mas em alguns casos raros, pode se desenvolver em apenas um ano. Por isso, a detecção precoce é muito importante. O exame do colo do útero pode detectar alterações muito antes de a lesão evoluir para um câncer.

Como tanto o HPV quanto o câncer de colo do útero geram muitas dúvidas, então, separamos alguns mitos e verdades para te ajudar a esclarecer algumas delas.

O uso do preservativo impede a transmissão do HPV
Mito – A estimativa é de que o uso da camisinha consegue barrar em até 70% a transmissão do HPV. O vírus é transmitido por meio das relações sexuais e do contato pele a pele com uma pessoa infectada. Ou seja, pode haver contágio mesmo quando não há penetração, porque a camisinha não isola as partes genitais externas, que podem ser infectadas pelo vírus.

O HPV pode demorar até 20 anos para causar uma doença relacionada
Verdade – Geralmente, o HPV demora dois a oito meses após o contágio para se manifestar, podendo levar muitos anos até o diagnóstico de uma lesão pré-maligna ou maligna. Por isso, acaba sendo muito difícil determinar com certeza em que época e como o indivíduo foi infectado.

Ter verrugas genitais é comum
Verdade – Estima-se que mais ou menos 10% das pessoas, entre homens e mulheres, terão verrugas genitais ao longo da vida, podendo aparecer semanas ou meses depois do contato sexual com uma pessoa infectada pelo HPV. Essas pessoas devem ser diagnosticadas e tratadas de maneira certa para evitar complicações no futuro.

 As verrugas genitais podem desaparecer naturalmente, sem qualquer tipo de tratamento
Verdade – Não há como sabermos se as verrugas genitais vão desaparecer ou crescer. Existem várias opções de tratamento, de acordo com tamanho e localização. O médico pode indicar a aplicação de um creme ou solução nas verrugas ou, ainda, remover algumas delas por congelamento, cauterização ou a laser. Se as verrugas genitais não responderem a esses tratamentos, o médico pode tratá-las cirurgicamente para retirá-las. Em 25% dos casos, as verrugas voltam, reaparecendo mesmo depois do tratamento.

O HPV pode ser curado
Mito – Não existe um tratamento específico que elimine a infecção e a pessoa que for infectada sempre vai possuir o vírus. No geral, a maioria das infecções por HPV são controladas pelo sistema imunológico da pessoa e eliminadas naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem, podendo virar tumores malignos. As melhores formas de controlar as infecções são a vacinação preventiva e evitar o contato sexual com pessoas infectadas.

A infecção pelo HPV geralmente não apresenta sintomas
Verdade – Como o HPV, geralmente, não causa qualquer sintoma, as pessoas não têm como saber se possuem ou não o vírus. A maioria das mulheres descobre que tem HPV pelo resultado anormal do exame de Papanicolau, que também permite diagnosticar o câncer de colo do útero, um dos mais fáceis de prevenir. Então, é importante fazer o exame de Papanicolau regularmente.

Referências