Histerectomia: tudo o que você precisa saber
23/04/2018

Histerectomia: tudo o que você precisa saber

A histerectomia é, normalmente, indicada para mulheres com problemas graves na região pélvica, como o câncer de colo do útero em estágio avançado e o câncer nos ovários, infecções, miomas, hemorragias, endometriose grave ou prolapso uterino. O procedimento é realizado quando outros tratamentos clínicos não foram bem-sucedidos e consiste na retirada do útero, das trompas […]

A histerectomia é, normalmente, indicada para mulheres com problemas graves na região pélvica, como o câncer de colo do útero em estágio avançado e o câncer nos ovários, infecções, miomas, hemorragias, endometriose grave ou prolapso uterino. O procedimento é realizado quando outros tratamentos clínicos não foram bem-sucedidos e consiste na retirada do útero, das trompas e ovários, dependendo dos órgãos afetados e do tipo de histerectomia escolhida. A recuperação acontece em torno de três a oito semanas, de acordo com a cirurgia realizada.

Você conhece os tipos de histerectomia?

  • Histerectomia total: retirada do útero e do colo do útero;
  • Histerectomia subtotal: retira o corpo do útero, mas mantém o colo do órgão;
  • Histerectomia radical: retirada do útero, do colo, da região superior da vagina e de parte dos tecidos ao redor desses órgãos. É utilizada em casos de câncer em estágio avançado.

Além disso, a histerectomia pode ser feita por meio de quatro procedimentos cirúrgicos:

  • Histerectomia abdominal total: há corte no abdômen, semelhante ao da cesariana, com tempo de internação de quatro dias e de recuperação de aproximadamente seis semanas;
  • Histerectomia vaginal: há corte na vagina, com tempo de internação de um a dois dias e de recuperação de duas a três semanas;
  • Histerectomia laparoscópica: são feitos pequenos cortes no umbigo ou na vagina, com tempo de internação de um a dois dias e de recuperação de duas a três semanas.
  • Histerectomia robótica: realizada da mesma forma que a laparoscópica, mas com máquinas realizando o procedimento, com tempo de internação de um a dois dias e de recuperação de duas a três semanas.

A cirurgia mais comum é a abdominal total, pois permite ao cirurgião a melhor visualização da área, facilitando a identificação dos tecidos e órgãos afetados pela doença.

Cuidados pós-cirúrgicos

Depois do procedimento, é normal sentir cólicas abdominais, ter dificuldades em urinar e um pouco de sangramento pela vagina, que dura alguns dias, além de constipação intestinal. O seu médico poderá prescrever medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos para aliviar a dor e evitar infecções. Você também pode ajudar a combater o problema incluindo na dieta alimentos ricos em fibra e bebendo muita água. Além disso, há cuidados importantes a serem tomados, como:

  • Repousar, evitando pegar peso, fazer atividades físicas ou movimentos muito bruscos, por, pelo menos, três meses;
  • Evitar relações sexuais, observando a orientação médica quanto ao período;
  • Fazer pequenas caminhadas em casa ao longo do dia, evitando ficar o tempo todo deitada, para melhorar a circulação e evitar trombose.

Como fica o sexo depois da histerectomia?

Cada corpo reage de uma forma à cirurgia e é preciso um acompanhamento do médico para saber quando se pode voltar a ter relações sexuais sem que isso prejudique a cicatrização. No entanto, uma das preocupações femininas é se haverá queda na lubrificação, e a resposta é: sim, se houver a retirada do colo do útero e dos ovários. Para ajudar nessa situação, você pode contar com aliados como:

  • Lubrificantes: existem muitos no mercado. Teste alguns e descubra qual te deixa mais confortável.
  • Pompoarismo: os exercícios da ginástica íntima aumentam o fluxo sanguíneo do canal vaginal, o que auxilia na melhora da lubrificação natural.

E quanto à libido? Se a histerectomia feita retirou somente o útero, não há tanta alteração hormonal, portanto, a libido se mantém. Porém, se há retirada dos ovários, naturalmente há uma queda da libido, por causa do desnível hormonal. Para isso, é necessário acompanhamento médico para que a reposição hormonal seja feita de forma adequada ao seu corpo.

Referências