Fórum Baiano reúne lideranças políticas
30/09/2013

Fórum Baiano reúne lideranças políticas

No dia 7 de julho a cidade de Salvador foi cenário do Fórum Baiano de Saúde da Mama. O encontro contou com a participação de políticos, gestores de saúde pública e privada, médicos, ONGs e representantes da sociedade civil.

No dia 7 de julho a cidade de Salvador foi cenário do Fórum Baiano de Saúde da Mama. O encontro contou com a participação de políticos, gestores de saúde pública e privada, médicos, ONGs e representantes da sociedade civil. Na foto, da esquerda para a direita: a vereadora e vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Aladilce Souza, o presidente da Frente Parlamentar dos Hospitais Filantrópicos, deputado federal Antonio Brito, o secretário de Saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, a primeira-dama do Estado e presidente das Voluntárias Sociais, Fátima Mendonça, o presidente da Fundação José Silveira, Geraldo Leite, a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (em pé) e o presidente da Sociedade Mundial de Mastologia, Ezio Novais Dias.

O Fórum Baiano de Saúde da Mama realizado no dia 7 de julho passado teve por objetivo disseminar informações, experiências e ações que venham a contribuir para melhorar o fluxo de atendimento, acesso e tratamento do câncer de mama. Idealizado pela Fundação José Silveira e pelo Instituto EcoDesenvolvimento o encontro propiciou a divulgação das ações da Bahia – iniciadas com a mobilização da campanha de conscientização nacional, Dia Rosa –, e a apresentação das propostas do governo baiano de políticas públicas para a saúde da mama.

Segundo o Secretário de Estado da Saúde da Bahia – SESAB, Jorge Solla (na foto ao lado da primeira-dama do estado, Fátima Mendonça), o grande desafio é ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além de fazer chegar as informações sobre o câncer de mama a toda a população baiana. “Em um estado tão grande quanto o nosso se torna difícil o deslocamento, por isso vamos aumentar os serviços para que eles possam estar mais próximos dessas pessoas, podendo assim chegar ao diagnóstico mais precoce e ao tratamento adequado”, relatou. “Nossa meta é estender as ações de rastreamento e, para aquelas que apresentarem câncer de mama, que a gente possa garantir não só o diagnóstico precoce, mas também o tratamento imediato, evitando dessa forma a mortalidade”, explicou.

Para isso, duas experiências de sucesso do governo da Bahia servirão como base para as ações. No ano passado, o Saúde em Movimento, projeto da área de oftalmologia, atendeu mais de 220 mil pessoas em cerca de dez meses e realizou mais de 43 mil cirurgias de catarata. Além disso, um programa desenvolvido na região de Juazeiro levou, por meio de atendimentos móveis, equipamentos e especialistas para a realização da mamografia. “Precisamos colocar nossos 417 municípios em alerta. O rastreamento vai salvar vidas, porque diagnosticando precocemente, além de vidas, podemos salvar a mama dessas pessoas, evitando a mutilação”, disse Fátima Mendonça (na foto ao lado do secretário Jorge Solla), primeira-dama do estado e presidente das Voluntárias Sociais. “Nós mulheres somos imprescindíveis e quando a mulher adoece, adoece a família inteira, adoece a comunidade, adoece o estado, então a gente tem que fazer com que a saúde da mulher seja preservada em todos os sentidos”, disse a primeira-dama.

UNIÃO FUNDAMENTAL

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Ainda de acordo com a Estimativa 2010 do Inca, o número de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil neste ano será de 49.240, com um risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres.

O melhor exame para detectar o nódulo em fase inicial é a mamografia. Se o diagnóstico é feito no início da doença, a chance de cura é de 95%, segundo a mastologista e presidente da Femama, Maira Caleffi que também participou do Fórum Baiano. Mas é importante ressaltar que, além de fazer a mamografia, é fundamental que haja o rastreamento e seguimento das pacientes que apresentarem imagens suspeitas.

Moema Gramacho, prefeita de Lauro de Freitas (BA), viveu a experiência de ter um câncer de mama diagnosticado precocemente. “Descobri em 2008, em plena campanha eleitoral e os médicos disseram que tinha que fazer a cirurgia rapidamente, o tratamento rapidamente… e eu resistindo porque estava começando a campanha”, contou. “Foi muito importante que eu tivesse tido o acesso e a possibilidade de fazer a cirurgia em menos de 20 dias do dia do diagnóstico”, disse a Prefeita que ressaltou a importância do apoio de todos, família, amigos, médicos, na hora em que uma pessoa está travando essa luta contra o câncer de mama. “No momento mais difícil, quando perdi os cabelos, tive todos ao meu lado me animando, dizendo que aquilo não era nada e que logo estaria tudo resolvido. O mais importante foi que, depois de fazer cirurgia, radio e quimioterapia recebi a notícia de que estava curada”, falou aliviada. “Mas isso tudo foi possível porque tive um diagnóstico precoce através de uma mamografia de rotina e, apesar de ser pequeno, o tumor era agressivo, birads 5, com possibilidade de migrar, por isso era para ser feito tudo rápido. Venci o câncer e venci as eleições”.

Em Lauro de Freitas, Moema Gramacho iniciou uma grande campanha de prevenção ao câncer de mama, por meio da unidade móvel realizou 600 mamografias pelo Programa de Saúde da Família. Esse ano a cidade ganhou ainda um mamógrafo comprado com recurso federal que já está em funcionamento na unidade Bem Querer.

A mobilização da Bahia é um exemplo de que juntos podemos fazer a diferença na luta contra o câncer de mama. “Peço à imprensa, à sociedade civil, a todas as pessoas para que fiquem cada vez mais atentas para podermos salvar essas mulheres e dar a elas a oportunidade de cura”, pediu Fátima Mendonça. Engaje-se também! Essa é uma luta de todos nós!

Texto: Cássia Fragata
Fotos: Jonatas Caribé