Febre amarela e o câncer: tudo que você precisa saber
26/03/2018

Febre amarela e o câncer: tudo que você precisa saber

Com o aumento do número de casos da febre amarela, é natural que pessoas que possuem condições clínicas especiais, como o câncer, tenham dúvidas com relação aos principais sintomas da doença, alternativas de prevenção e, principalmente, se podem ou não ser vacinadas. Mas não se preocupe: nós explicamos tudo! A febre amarela é uma doença […]

Com o aumento do número de casos da febre amarela, é natural que pessoas que possuem condições clínicas especiais, como o câncer, tenham dúvidas com relação aos principais sintomas da doença, alternativas de prevenção e, principalmente, se podem ou não ser vacinadas. Mas não se preocupe: nós explicamos tudo!

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, a febre amarela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores. Os ciclos de transmissão da doença são dois: o silvestre e o urbano. Porém o vírus da doença é transmitido pela picada de mosquitos transmissores infectados e, por isso, não existe transmissão direta de pessoa para pessoa.

A vacinação é a principal forma de proteção contra a febre amarela e, Se este é o seu caso, confira abaixo as principais informações sobre a doença e entenda como pacientes durante ou após a quimioterapia devem proceder para se proteger contra a febre amarela.

Conheça os sintomas

No estágio inicial da doença, os sintomas da febre amarela são: febre, calafrios, fortes dores de cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Grande parte das pessoas apresenta melhoras após esses sintomas. Contudo, aproximadamente 15% podem desenvolver um tipo mais grave da doença após um breve período sem sintomas. Nessas situações, os sintomas são febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, até mesmo, choque e insuficiência de vários órgãos.

Como a febre amarela é transmitida?

A febre amarela é contraída por meio da picada do mosquito infectado, que transmite o vírus da doença. Existem dois ciclos epidemiológicos de transmissão, porém a manifestação é semelhante em ambos os casos. No ciclo urbano, o vetor da febre amarela é o mosquito Aedes aegypti. Já no ciclo silvestre, a transmissão acontece principalmente por meio do mosquito Haemagogus, e do gênero Sabethes.

Ao ser picada por um mosquito infectado, a pessoa que não foi imunizada contra a doença contrai a febre amarela e pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no ambiente urbano. Outros vertebrados, como o macaco, podem desenvolver a febre amarela silvestre, mas o animal não transmite a doença para seres humanos, da mesma forma que uma pessoa não a transmite para outra. A única forma de transmissão é por meio do mosquito.

É possível tratar a doença?

O tratamento da febre amarela é sintomático, realizado por meio de assistência ao paciente. A pessoa hospitalizada deve permanecer em repouso e fazer a reposição de líquidos e de perdas sanguíneas, nos casos indicados. Em casos graves, o atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reduz as complicações e os riscos de óbito.

Se você possui algum tipo de câncer e tem dúvidas sobre como prevenir a febre amarela, saiba que a vacinação contra a doença pode ser prejudicial a pacientes que já possuem a saúde fragilizada. O motivo? A vacina da febre amarela é do tipo atenuada, ou seja, é feita com o vírus vivo, porém sem capacidade de desenvolver a doença em um organismo que consegue produzir anticorpos contra sua ação.

O problema é que pacientes cujas defesas imunológicas do organismo já estão fragilizadas não possuem capacidade total de produzir anticorpos em tempo hábil, mesmo contra um vírus atenuado. Esse é o caso de pacientes em quimioterapia, tratamento que tem como um dos efeitos colaterais a redução da imunidade, e de alguns tipos de câncer que geram imunodepressão, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Essas pessoas não devem ser vacinadas.

Caso sejam vacinados contra a doença, pacientes com câncer podem desenvolver febre amarela vacinal, que é causada pela cepa de vírus que constitui a vacina. Por isso, o uso é proscrito nesses casos, ainda que essas pessoas estejam em áreas de risco, pois o risco de desenvolver a doença por meio do vírus da própria vacina pode ser maior que o de contágio ambiental.

Entretanto, se você já tiver concluído o tratamento quimioterápico, pode receber a vacina após um período que varia entre três e seis meses. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, caso não exista previsão de novo ciclo, o paciente pode ser vacinado três meses depois da quimioterapia (venosa ou oral). Já os indivíduos que fizeram uso de medicamento anticélula B ou de fludarabina devem aguardar seis meses.

No entanto, lembre-se: em qualquer caso, a decisão deve ser tomada após uma consulta com seu médico, que irá fornecer as orientações precisas sobre a vacinação em cada caso.

Métodos de prevenção

A vacinação contra a febre amarela é muito importante e a principal forma de proteção contra a doença. Porém existem algumas medidas que devem ser tomadas, visando evitar a disseminação dos mosquitos transmissores da febre amarela. Se você apresenta algum tipo de imunodepressão, também pode se proteger da doença seguindo as orientações abaixo.

  • Evite o acúmulo de água parada em recipientes destampados;
  • Use repelente de insetos e mosqueteiros;
  • Se possível, opte por roupas que cubram todo o corpo;
  • Evite áreas de risco.

Referências