Cuidadores familiares no tratamento do câncer – uma relação que requer cuidado
10/07/2017

Cuidadores familiares no tratamento do câncer – uma relação que requer cuidado

Nenhuma família está preparada para lidar com um grande problema de saúde como o câncer. Se a doença avançar e dificultar que o paciente lide com alguns aspectos da sua vida, a tendência é que o parente mais próximo tome as rédeas da situação e se torne o que se chama de cuidador oficial. Dependendo […]

Nenhuma família está preparada para lidar com um grande problema de saúde como o câncer. Se a doença avançar e dificultar que o paciente lide com alguns aspectos da sua vida, a tendência é que o parente mais próximo tome as rédeas da situação e se torne o que se chama de cuidador oficial. Dependendo do caso, ele pode ter várias atribuições, como alimentar o paciente, dar banho e controlar os horários da medicação, por exemplo.

Segundo os especialistas, o cuidador dedicado motiva o paciente e aumenta as chances de sucesso do tratamento. No entanto, é necessário também dedicar uma atenção especial aos cuidadores familiares de pessoas com câncer, pois, é muito comum que enfrentem algumas dificuldades:

  • Sobrecarga emocional;
  • Acúmulo de tarefas;
  • Momentos de desesperança e impotência.

 

Cuidadores familiares – o delicado equilíbrio entre ser cuidador e família

Definição do papela primeira tarefa da família, antes de definir o cuidador, é compreender os desdobramentos da doença e as necessidades do paciente. Para isso, é essencial reservar um momento com o médico e com os parentes para identificar as tarefas e a disponibilidade de cada um. Caso o paciente precise de cuidados intensivos, o ideal é montar um time de cuidadores familiares e distribuir as atividades.

Reuniões periódicas – os encontros entre cuidador e família têm de acontecer com certa frequência para incluir novas necessidades e adaptações de acordo com os desdobramentos do câncer e mudanças na rotina de cada um. Esses momentos também são essenciais para a troca de informações e apoio mútuo entre os familiares.

Satisfação de servir X limites da dedicação – apesar da tristeza e do choque de ter um ente querido lutando contra o câncer, é comum os cuidadores familiares encararem o desafio como uma demonstração de amor e exagerarem na dose. Doar-se 24 horas por dia ao paciente é relativamente comum quando o doente é um filho, o marido ou a esposa. É preciso encontrar o equilíbrio e pedir ajuda.

Apoio a quem apoia – a própria equipe médica pode indicar grupos de apoio para os cuidadores familiares de pessoas com câncer. Trocar informações com pessoas que passam por situações semelhantes pode trazer muitos benefícios para a relação com os parentes e com o paciente. Mas lembre-se: suas necessidades não podem ser postas de lado. Apoio espiritual e tempo de lazer são fundamentais para lidar bem com os desafios.

 

Sinais de que você precisa de ajuda:

  • Sentir-se deprimido, fisicamente doente ou sem esperança;
  • Notar desequilíbrio emocional, especialmente entre cuidador e família;
  • Abusar do álcool ou procurar refúgio em remédios ou outras drogas.

 

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Referências