Como é feito o estadiamento do câncer de colo do útero?
07/11/2016

Como é feito o estadiamento do câncer de colo do útero?

O estadiamento é um método para identificar a localização do câncer e o estágio em que ele está. Com isso, o médico pode estabelecer o tratamento mais adequado para o seu caso e até descobrir se o câncer se espalhou para outras áreas. Então, é importante entender como o estadiamento é feito para poder discutir […]

O estadiamento é um método para identificar a localização do câncer e o estágio em que ele está. Com isso, o médico pode estabelecer o tratamento mais adequado para o seu caso e até descobrir se o câncer se espalhou para outras áreas. Então, é importante entender como o estadiamento é feito para poder discutir com o seu médico sobre as melhores opções para você.

Existem dois sistemas utilizados para detectar a extensão do câncer de colo do útero, que são o FIGO (International Federation of Gynecology and Obstetrics) e o TNM, que é usado pela AJCC (American Joint Committee on Cancer) e pela UICC (União Internacional de Controle do Câncer).

Sistema FIGO

Estágio 0 (zero) – o tumor encontra-se apenas nas células de revestimento do colo do útero.

Estágio I – o tumor já invadiu o colo do útero, mas ainda não se espalhou para os outros órgãos. Esse estágio pode se desdobrar em seis fases, que são as seguintes:

  • IA – há pouca presença de poucas células cancerosas, que são vistas somente no microscópio;
  • IA1 – nesta fase, a área do câncer atingiu 3mm de profundidade e até 7mm de largura;
  • IA2 – quando o câncer atingiu uma área entre 3 e 5mm de profundidade e até 7mm de largura;
  • IB – quando o câncer atingiu uma área maior que 5mm no tecido conectivo do colo do útero ou possui mais de 7mm de largura;
  • IB1 – quando o câncer não tem mais de 4cm, mas é visível;
  • IB2 – quando o câncer tem mais de 4cm e é visível.

Estágio II – o câncer, ainda concentrado na região pélvica, já se encontra além do colo do útero. Este estágio pode ser dividido nas fases:

  • IIA – quando o câncer chega até a parte superior da vagina, mas não atinge o terço inferior;
  • IIB – quando o câncer atinge o tecido parametrial (próximo ao colo do útero).

Estágio III – quando o câncer já atinge a parte inferior da vagina ou a parede pélvica, podendo bloquear os ureteres, temos as fases:

  • IIIA – quando o câncer atinge o terço inferior da vagina, mas não a parede pélvica;
  • IIIB – quando o câncer atinge a parede pélvica ou bloqueia o fluxo de urina para a bexiga.

Estágio IV – o câncer atinge órgãos de outras partes do corpo. Este estágio tem as seguintes fases:

  • IVA: quando o câncer atinge a bexiga ou o reto, próximos ao colo do útero;
  • IVB: quando o câncer atinge órgãos mais distantes do colo do útero.

Sistema TNM

Este sistema usa três fatores para classificar o câncer de colo do útero: T (tumor), N (linfonodo) e M (metástase). Ele avalia a extensão do tumor, além de determinar se houve disseminação para os linfonodos e, ainda, se outras áreas foram atingidas.

Tumor Primário (T) – se o tumor é classificado como TX, isso quer dizer que ele não pode ser avaliado. Se é T0 (zero), quer dizer que ele não pode ser encontrado. Existem também outras classificações, que vão de 1 a 4 (T1, T2, T3 e subdivisões de cada de cada um, além da classificação T4), que indicam o tamanho e se o tumor se disseminou nas proximidades. Então, quanto maior for o número, maior é o tumor ou mais ele se disseminou ou as duas coisas aconteceram juntas.

Linfonodos Regionais (N) – o “X” é acrescentado na letra N se os linfonodos próximos do tumor não puderem ser avaliados (NX). Da mesma forma, o número 0 é acrescentado na letra N para indicar que nenhuma disseminação para linfonodos próximos ao tumor foi encontrada (N0) e o número 1 para indicar que o tumor se espalhou para linfonodos vizinhos (N1).

Metástase à Distância (M) – a letra M indica se houve metástase para outras partes do corpo. Então, M0 (zero) significa que nenhuma disseminação foi encontrada e M1 quer dizer que o tumor se espalhou e atingiu regiões distantes.

 

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Referências