A obesidade e seus riscos: um alerta para o câncer!
30/04/2018

A obesidade e seus riscos: um alerta para o câncer!

Há muito tempo a obesidade tem sido associada ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares e do diabetes tipo 2. Mais recentemente, entretanto, tem se verificado que a obesidade é, também, um importante fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer. Hoje, é considerada o segundo maior fator de risco evitável para a doença. […]

Há muito tempo a obesidade tem sido associada ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares e do diabetes tipo 2. Mais recentemente, entretanto, tem se verificado que a obesidade é, também, um importante fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer. Hoje, é considerada o segundo maior fator de risco evitável para a doença.

O excesso de peso acaba aumentando os riscos de câncer de próstata e o tumor em homens obesos acaba sendo mais agressivo. Além do câncer na próstata, a obesidade também pode influenciar na ocorrência de cânceres do esôfago, de mama, do intestino, do rim, do fígado, do pâncreas, do endométrio, da vesícula biliar, da bexiga e até do cérebro. O que pode ser considerado mais grave é que, além de estarem mais sujeitas a ter a doença, as mulheres obesas com câncer de mama têm uma sobrevida pior, com menos possibilidade de cura. É como se a obesidade acelerasse o crescimento das células malignas.

O que fazer para combater a obesidade?

O principal é manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos com frequência. Além da redução do seu peso, você vai ter mais saúde e vai diminuir os riscos de câncer. A atividade física é muito importante porque mexe no metabolismo, alterando os níveis de insulina e glicose, por exemplo.

Quanto tempo de exercício ajuda na prevenção?

De acordo com especialistas, são recomendados 150 minutos de atividade física distribuídos ao longo da semana, podendo ser aulas de dança, corrida, caminhada, contando que seja uma atividade vigorosa e seja feita de forma regular.

Se a perda de peso ocorrer depois do diagnóstico melhora o prognóstico?

Aparentemente sim. Alguns estudos sugerem que mulheres que perdem peso fazendo dieta e praticando exercícios depois de terem sido diagnosticadas com câncer de mama têm melhor sobrevida do que aquelas que mantêm o sobrepeso. Uma boa notícia: não é preciso uma grande perda de peso para melhorar o prognóstico nesses casos – aparentemente 5% do peso inicial (4 quilos para uma mulher de 80 quilos) já teria um efeito bastante favorável.

Qual dieta é a melhor a ser feita?

O tipo de dieta para perda de peso parece não fazer muita diferença. Dietas com restrição de gordura, carboidratos e da quantidade de alimentos são todas maneiras eficazes de se proteger contra o câncer. O importante parece, mesmo, ser a perda de excesso de tecido gorduroso no corpo.

Use essas dicas como um estímulo para você manter seu peso dentro de uma faixa ideal, por meio de uma combinação de dieta e exercícios. Dessa maneira, você vai estar não apenas se protegendo contra doenças cardíacas e diabetes, mas, também, melhorando sua qualidade de vida e seu bem-estar, além de reduzir muito o risco de desenvolver vários tipos de câncer.

Referências