Dia Rosa

O Dia Rosa chega ao Amazonas

30 de setembro - 17h:52

Um grande encontro marcou o lançamento do Dia Rosa no Norte do país. Com um auditório lotado, personalidades, especialistas em saúde, políticos e instituições ligadas à causa do câncer de mama discutiram a conscientização, o acesso aos exames e ao tratamento e alertaram a população sobre a importância vital do diagnóstico precoce

Dia 1º de junho marcou a luta contra o câncer de mama no estado do Amazonas. O Dia Rosa chegou ao Norte do país e foi um verdadeiro sucesso entre o público presente, em sua grande maioria, mulheres vestidas de cor-de-rosa.

Na mesa a primeira-dama do estado e madrinha amazonense da campanha Dia Rosa, Nejmi Aziz, Wilson Alecrim, secretário da saúde do estado, Edson Oliveira Andrade, diretor-presidente da Fundação Cecon – Centro de Controle de Oncologia, Nilton Bessa, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Marília Muniz, diretora administrativa da Liga Amazonense Contra o Câncer – LACC e presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas, Joana Mazulo,  presidente do Centro Integração Amigas da Mama – Ciam e da Femama na região Norte e Oriona Ohse, presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia – Gamma.

Na platéia, além das madrinhas do Dia Rosa, Alice Carta (São Paulo) e Gisella Amaral (Rio de Janeiro), estiveram presentes a cantora Fafá de Belém, a atriz Cristiane Torloni, a empresária Luiza Brunett e a miss Amazonas 2011, Tammy Cavalcante.

Muito aplaudida, a marinha amazonense, Nejmi Aziz, pediu aos homens presentes que ajudem a incentivar suas esposas, companheiras e familiares a fazerem seus exames de rotina e fez um apelo: “Mulheres, não tenham medo de fazer os exames, não demora e é de graça”. E afirmou: “esse Dia Rosa não será comemorado só hoje, será lembrado todos os dias do ano”.

O grande problema no Amazonas é a falta de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce tanto de câncer de mama quanto de colo-uterino. Muitas mulheres não fazem os exames por total falta de informação, outras deixam para depois e acabam fazendo quando a doença está em fase avançada. No caso do câncer de mama, o mastologista Nilton Bessa, reforçou a urgência de informar essas mulheres para que façam o autoexame todos os meses e a mamografia anualmente. “Em muitos lugares, nós temos os mamógrafos e as mulheres não vão fazer o exame”, alertou o médico. “É preciso multiplicar as informações, não adianta nós enquanto médicos pensarmos em tratar se essas informações sobre a importância da mamografia não chegarem aos leigos”, desabafou.

Marília Muniz, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas e diretora administrativa da Liga Amazonense Contra o Câncer – LACC, com atuação no estado há 55 anos, desenvolvendo importantes trabalhos de apoio à Fundação Centro de Controle de Oncologia, hospital referência para a região Norte, explicou: “Nossas estradas são os rios e o acesso é muito difícil, muitas vezes essas mulheres realizam a primeira mamografia aos 50, 60 anos e outras só procuram o Cecon quando o câncer de mama está em estágio avançado, por isso nosso trabalho na LACC é muito focado no diagnóstico precoce”.

A presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia – Gamma, Oriona Ohse conhece de perto essa situação como paciente de um câncer de mama detectado em setembro de 1999. “O câncer é uma onça faminta querendo te comer, então ou você mata o bicho ou ele te mata”, disse. “A mulher do Amazonas precisa de diálogo, de informação, de conscientização, precisamos estar junto dela, ir para o interior falar com aquela mulher que mora na selva, no meio da floresta”, afirmou.

Joana Mazulo, presidente do Centro Integração Amigas da Mama – Ciam e da Femama na região Norte, que também já teve um câncer de mama ressaltou a importância da mobilização para que essas informações cheguem a todas as mulheres. “O Ciam nasceu da dificuldade que encontramos na busca de ajuda e de conhecimento. Hoje damos suporte às mulheres desde o impacto da descoberta até o final do tratamento”, explicou. “É gratificante o trabalho, temos mulheres voluntárias de diferentes movimentos e vários municípios envolvidos”.

Mobilização, divulgação, conscientização, orientação, acesso e acompanhamento. Palavras fundamentais para que o Brasil consiga diminuir a mortalidade por câncer de mama. Fica então o alerta: informe-se sempre e faça os seus exames de rotina. Converse com seu médico abertamente e cuide da sua saúde. Um diagnóstico precoce pode salvar a sua vida!